Conhecer, Viver e Investir em Aguiar da Beira

  1. DESTAQUES
  2. VIDEOS
  3. COMUNICAÇÕES
  4. Biblio.net AGB

A Biblioteca Municipal de Aguiar da Beira dispõe do biblio.NET, uma plataforma digital que oferece acesso remoto ao catálogo. Com esta ferramenta, pode consultar o acervo da biblioteca de forma prática e rápida, a qualquer hora e em qualquer lugar.

Entre as funcionalidades disponíveis, destacam-se:

  • Pesquisa de livros e documentos;
  • Consulta da disponibilidade em tempo real;
  • Renovação de empréstimos;
  • Realização de reservas online;
  • Acesso a conteúdos digitais (como PDFs, imagens e vídeos).

A plataforma foi pensada para proporcionar uma experiência de uso simples e intuitiva, garantindo maior comodidade aos  utilizadores.

Explore o  catálogo online e aproveite ao máximo os serviços da sua biblioteca.

ACESSO ONLINE >

 

 

             

 

 

                               

Trilogia Monumental

TRILOGIA MONUMENTAL DE AGUIAR DA BEIRA

A Torre do Relógio ou Torre Ameada, a Fonte Ameada e o Pelourinho de Aguiar da Beira foram classificados como monumentos nacionais em 17 de agosto de 1922, conforme Decreto n.º 8 330 do Diário do Governo, I Série n.º 167, constituindo um trecho de arquitetura medieval. O Pelourinho de Aguiar da Beira tinha já sido classificado monumento nacional pelo Decreto de 16 de junho de 1910, Diário do Governo, n.º 136, de 23 de junho de 1910.

Esta trilogia monumental é única, com três monumentos nacionais a estruturarem um espaço, o Largo dos Monumentos, espaço público central na malha urbana medieval do centro histórico de Aguiar da Beira.

Em 2018 o Município de Aguiar da Beira concretizou uma importante intervenção de qualificação dos monumentos que, para além das intervenções nos imóveis em si, redefiniu e valorizou o espaço urbano através da introdução de plataformas articuladas com cada um dos edifícios. Com estas plataformas estruturou-se, desenhou-se e se conferiu-se lógica ao vasto espaço urbano do Largo dos Monumentos. 

TORRE DO RELÓGIO OU TORRE AMEADA

De planta quadrada, a torre é uma estrutura imponente que marca o espaço urbano.
A cronologia do edifício aponta para o início da construção no séc. XIV reportando ao reinado de D. Dinis, rei que concedeu foral à Vila de Aguiar da Beira, mencionando-se a reconstrução de um castelo de origem castreja e pré-nacional. Os quatro escoantes de água em forma de cano de canhão localizados nos quatro cantos do topo da torre justificam a referência a grandes intervenções na torre no século XVII, havendo mesmo referências a ampliações do imóvel. Menciona-se ainda uma intervenção em 1777 para restaurar o relógio da torre. Em 1942/1943 a Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), no âmbito do projeto de restauro do Castelo de Aguiar da Beira, efetuou uma intervenção de consolidação na torre que incluiu “o assentamento de degraus em cantaria, paramentos, merlões e lajeamento, tomada de juntas; refechamento de juntas com argamassa hidráulica, cintagem em betão armado, construção da cobertura”  . Em 1945 a mesma DGEMN interveio para restaurar a torre, trabalhos que incluíram “construção de vigamento em madeira para assentamento do soalho, assentamento de escadas de madeira”  .
A torre designa-se Torre do Relógio porque desde pelo menos o séc. XVIII que é este marco urbano que dava as horas que orientam a vida das populações de Aguiar da Beira. Primeiro com um designado “marcador do tempo”, que marcava as horas por batida nos sinos, tendo, posteriormente, em 1921, sido instalado um belo maquinismo do relógio contruído em França pela empresa Francis Paget & C.ª, Sucs.
A intervenção de qualificação da torre realizada pela autarquia em 2018, para além da consolidação e limpeza das paredes exteriores, serviu, sobretudo, para reconstruir todo o seu interior que se encontrava em ruínas. Neste momento a torre é visitável podendo subir-se pelos seus 3 pisos e apreciar, no último piso, o marcador do tempo e o relógio agora completamente restaurados e com o maquinismo do relógio a funcionar, tendo voltado a marcar as horas.


PARA VISITAR A TORRE
Visitas por marcação: 

Posto de Turismo de Aguiar da Beira, Rua Dr. Lencastre Bernardo, n.º 10

Telefone: 232 689 101

Correio eletrónico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Horário de inverno (outubro a abril):

Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira: 9h00-12h30/14h00-17h30

Horário de verão (maio a setembro):

Segunda-feira - encerrado

terça-feira, quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira 9h00-12h30/14h00-17h30

Sábado: 14h00 – 17h30;  Domingos: 9h00 – 12h30

FONTE AMEADA

Aponta-se a construção da fonte para os séc.s XIV ou XV. Havendo referências para a época da reconquista Dionisina do antigo castelo no início do séc. XIV.
A fonte é de planta quadrada com cobertura em terraço lajeado. O acesso à fonte de chafurdo ou de mergulho é definido por um arco quebrado que remete para o estilo gótico. A inscrição que se encontra no estremo do parapeito do lado esquerdo que refere “rui periz / me fez” ou “rui periz / martiinz”   é em carateres também góticos, o que confirma as classificações cronológicas e estilísticas definidas para o imóvel.
O edifício encaixa-se na topografia da praça, permitindo o acesso ao terraço que concretiza um espaço público, um palco sobre a praça que, diz a tradição, era onde se reuniam os conselhos municipais – os homens bons.
A fonte é ainda caraterizada pelos bancos dos embasamentos das fachadas oriental e ocidental e pelos bancos existentes no acesso enterrado à fonte de chafurdo.
Estes elementos conferem à Fonte Ameada da Vila de Aguiar da Beira uma importante originalidade, caraterizando o imóvel e qualificando o largo onde se insere.
Na intervenção de qualificação da fonte realizada pela autarquia em 2018, efetuou-se a consolidação e limpeza das paredes exteriores e, sobretudo, restabeleceu-se o circuito da água que agora corre conferindo a este belíssimo monumento a sua identidade e trazendo para o largo o elemento água, valorizando, ainda mais, este espaço urbano.

PELOURINHO DE AGUIAR DA BEIRA

Relaciona-se a edificação ou reedificação do pelourinho com o foral outorgado por D. Manuel em 1512  .
O pelourinho possui um soco de quatro degraus octogonais com saliência boleada nos espelhos. A base é de secção quadrada, chanfrada nos vértices superiores; o fuste é de secção octogonal, com anel de ferro a meia altura e rematado no topo por rebordo onde assenta o capitel em gaiola. A gaiola é definida por dois troncos piramidais octognais troncados; um na base invertido e, suportado por um só colunelo lateral e estrutura, um chapéu que, devido à inexistência dos restantes sete colunelos fica a pairar sobre a base, resultando uma estrutura quase inteiramente aberta. O chapéu é rematado por uma esfera armilar.
Mas se o Pelourinho é, por si, um elemento urbano de significativo interesse arquitetónico e patrimonial é a articulação com os restantes imóveis classificados do Largo dos Monumentos de Aguiar da Beira que lhe confere a singularidade de integrar um conjunto monumental único. A integração de três monumentos classificados diferentes num mesmo espaço urbano, a saber: o Pelourinho de Aguiar da Beira, a Torre Ameada e a Fonte Ameada; conferem àquele largo uma identidade histórica e patrimonial que define a memória coletiva não só da população da Vila de Aguiar da Beira, mas também de todo o concelho e da região.
Na intervenção de qualificação da fonte realizada pela autarquia em 2018, efetuou-se, sobretudo, a sua consolidação estrutural e limpeza.

Nossa Senhora dos Verdes

SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DOS VERDES, INCLUINDO A SUA DECORAÇÃO INTERIOR, NOMEADAMENTE AS OBRAS DE TALHA E AS PINTURAS

O Santuário de Nossa Senhora dos Verdes, incluindo a sua decoração interior, nomeadamente as obras de talha e as pinturas foram classificados como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 8/83, Decreto do Governo, I Série, n.º 231 de 11 de outubro de 1933.
A Senhora dos Verdes protege das pragas e dos fenómenos naturais a agricultura, velando para que hajam boas e fartas colheitas.
Esta devoção deve remontar ao ano de 1720, quando uma praga de gafanhotos se abateu sobre os campos da região, desaparecendo, somente, graças à intervenção de Nossa Senhora . Disto é testemunho um ex-voto localizado no intradorso do arco triunfal que representa uma procissão e onde consta a inscrição: " MILAGRE QVE FES N. S. DOS VERDES EM AS SEARAS DESTRVIDAS DOS BICHOS E FAZENDO HVA MVI DEVOTA PROSIÇAM OS MORADORES CIRCVM VEZINHOS, FOI NOSSA SENHORA SERVIDA QVE SE APLACASSE ESTA PRAGA. ERA DE 1720".
Esta invocação à Senhora dos Verdes repete-se num santuário de Abrunhosa-a-Velha, Concelho de Mangualde e numa outra ermida próxima de Manteigas  .
Localizado numa das saídas da localidade de Forninhos, a construção do edifício será provavelmente do séc. XVII. Uma capela de arquitetura muito simples e singela, mas cuja decoração do séc. XVIII, de gosto barroco e joanino transforma e valoriza o espaço, integrando a riqueza, policromia e complexidade característicos deste estilo arquitetónico.
Através dos tetos em caixotões, na nave e capela-mor, e dos retábulos em talha dourada consegue-se a continuidade e uniformização do espaço, mas assegurando a singularidade temática de cada área da capela: no corpo da capela as pinturas do teto, em caixotões, representam momentos da vida de diversos santos; na capela-mor a temática passa a integrar ilustrações das ações sagradas de Nossa Senhora e de Cristo. 
Exemplo especial da policromia e da estética barroca é o retábulo-mor com os marmoreados fingidos e as colunas torsas a enquadrar os arcos, entre os quais se destaca o central, que integra a imagem de Nossa Senhora dos Verdes.
No final dos anos 80 do séc. XX foi efetuada uma campanha de intervenção no edifício que introduziu estruturas de betão armado, incluindo a cobertura da capela. A introdução das lajes de betão armado na cobertura teve importantes consequências negativas nas paredes de pedra que a suportavam, pelo que no início do séc. XXI, com o apoio da autarquia, foram substituído o betão armado por estruturas de madeira. Foi, ainda, garantida a consolidação das paredes da capela e foram rebocadas as paredes exteriores do edifício de forma a, por um lado, retomar a imagem que a capela teria tido ancestralmente e, por outro, para contribuir para conter a deterioração que as pedras de granito já apresentavam.

História e Património

 

A análise do património arqueológico na região sugere a hipótese de que a ocupação humana remonta, pelo menos, até ao IV milénio a.C., teoria alicerçada nas investigações levadas a cabo no Núcleo Megalítico de Carapito, constituído por quatro estruturas megalíticas, de entre as quais se destaca o Dólmen de Carapito (classificado como Monumento Nacional pelo decreto-lei n.º 735/74 de 21 de dezembro).

Do período proto-histórico existem três povoados, de possíveis origens castrejas, nomeadamente o Castro de Carapito, o Castro da Gralheira  e o Castro das Abelhas, sendo possível aí vislumbrar vestígios de construções. A presença de tegulae (telhas) romanas no Castro das Abelhas e Gralheira parecem apontar ainda para posterior ocupação romana.

Da presença romana na região subsistem também outros vestígios, como é o caso de uma edícula em granito, descoberta na aldeia de Pena Verde (e atualmente conservada no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa), e vários silhares almofadados  que foram reutilizados na construção do pano da muralha do castelo medieval da vila de Aguiar da Beira, bem como mais exemplares encontrados em restantes aldeias do concelho, na maioria dos casos fazendo parte do aparelho de construção de casas de habitação.

Após o século V, e apesar da instabilidade provocada por sucessivos conflitos consequentes da derrocada da administração romana (invasões bárbaras, ocupação islâmica, guerras da Reconquista) e do fenómeno de ermamento que se verificou em muitas zonas do interior do país, a ocupação da região manteve-se durante a Alta Idade Média, o que talvez possa ser comprovado pela existência de sepulturas talhadas na rocha, bem como sarcófagos, que em algumas áreas constituem autênticas necrópoles, como acontece em Aguiar da Beira (Núcleo de Sepulturas da Regada) e Moreira, enquanto noutros casos se encontram totalmente isoladas, como se observa em Pena Verde ou Mosteiro. Mais exemplos de semelhantes sepulturas e sarcófagos podem ser encontradas em Colherinhas, Pinheiro e Sequeiros. Estes espaços de morte apontam para presença humana entre os séculos VII e XII.

À Baixa Idade Média, com a relativa pacificação do território, corresponde uma fase de reforço da administração, e desenvolvimento de um novo sistema judicial e socioeconómico, que encontra expressão na concessão de cartas de foral a determinadas regiões, com o objetivo de fomentar a ocupação de determinado espaço, ou legalizá-la, caso ela já exista. É assim que Aguiar da Beira, bem como Pena Verde, receberão os seus forais no século XIII. Em inícios do século XVI também Carapito será elevado ao estatuto de Concelho, por via de carta de foral, reinando então D. Manuel.

A concessão de Carta de Feira à vila de Aguiar da Beira por D. Dinis, em 1308, é revelador da importância que este aglomerado assumia já na altura em termos de dinâmica económica.

Após o século XVI, e durante toda a época moderna, o território atualmente compreendido pelo Concelho de Aguiar da Beira estava dividido entre os Concelhos de Aguiar, Carapito e Pena Verde. Circunscrição que se haveria de manter até ao século XIX, altura em que a reforma administrativa levada a cabo pelo governo liberal dissolveu, em 1836, os Concelhos de Carapito e Pena Verde, sendo o primeiro incorporado no Concelho de Aguiar da Beira, e tornando-se o segundo uma freguesia de Trancoso, vindo posteriormente (1840) a transitar para o Concelho de Aguiar. Também este último chegou, por um breve período, a perder a sua autonomia, a partir de 1896, altura em que se tornou freguesia do Concelho de Trancoso, vindo a readquirir o seu estatuto concelhio em 1898, agregando a si os antigos Concelhos de Carapito e Pena Verde.

No que a património histórico se refere existem elementos de destaque no Concelho de Aguiar da Beira. Para além das já mencionadas estruturas pré-históricas e castrejas é possível ao visitante contemplar património histórico e artístico de épocas posteriores, de não menor interesse e importância.

A nível de arquitectura religiosa, é de destacar, na própria vila de Aguiar da Beira, a antiga Capela de Nossa Senhora do Leite, edifício medieval, de fundações românicas (século XIII?), bem como a Igreja da Misericórdia, edifício do século XVIII, em estilo barroco. Na Freguesia de Forninhos, pode visitar-se a Capela de Nossa Senhora dos Verdes, seguindo também uma estética barroca, com decoração interior constituída por altar-mor e arco triunfal revestidos a talha dourada, sendo a cobertura do santuário totalmente preenchida por caixotões em talha representando santos, assim como cenas da vida de Cristo e da Virgem Maria. O imóvel beneficiou de proteção legal, sendo considerado de interesse público. Para além destas já referidas, inúmeras outras capelas e igrejas podem ser visitadas em praticamente todas as freguesias do Concelho de Aguiar da Beira onde, além de apreciar a arquitetura, o observador pode desfrutar do espólio de arte sacra, como é o caso dos altares barrocos, em talha, ou vários exemplares escultóricos indo desde o gótico até à atualidade.

Também na arquitetura civil se encontram elementos de invulgar interesse por todo o Concelho de Aguiar da Beira. Coroando a própria vila de Aguiar destacam-se as ruínas do castelo, estrutura inserida dentro do género dos castelos roqueiros, e cuja origem será provavelmente anterior à nacionalidade (séculos VII a XI), destinada talvez a funções de vigilância e posto avançado para a zona de defesa fronteiriça do vale do Mondego e Távora. Não muito longe das ruínas da fortificação, e na parte da vila conhecida por “Largo dos Monumentos”, encontram-se implantados o Pelourinho Manuelino (séc. XVI), a antiga Torre do Relógio, e a Fonte Ameada, sendo estas três estruturas um dos principais ex-libris da vila, e beneficiando cada uma delas de protecção legal, enquanto imóveis de interesse público. Também neste largo se encontram a Casa dos Magistrados (séc. XV) e o edifício dos antigos Paços do Concelho (séc. XVIII).

Para além de Aguiar, também na aldeia de Pena Verde e Carapito se podem ver os pelourinhos (ambos de origem quinhentista), símbolos de estatuto e autonomia concelhias. O pelourinho de Pena Verde apresenta-se muito delapidado, tendo perdido o escudo e esfera armilar que antes possuía. Quanto ao pelourinho de Carapito, este apresenta um remate em forma de gaiola relativamente bem conservado, sendo o mais elaborado e completo de todos os três.

Por todo o concelho encontram-se vários exemplos de casas senhoriais (grande parte delas edificada por volta de finais do século XVII / XVIII), reflexo da prosperidade ou categoria nobiliárquica de alguns habitantes.

Em muitas casas de aldeias do concelho foram identificadas marcas cruciformes, que indiciam a permanência na região de comunidades de cristãos-novos, que através da exibição deste tipo de símbolos, pretendiam evitar qualquer suspeita de práticas judaízantes. Contudo, estas marcas cumpririam ao mesmo tempo funções de agregação (contribuindo para a coesão dos elementos de tais minorias), bem como de discriminação (de maneira a que todos os cristãos-velhos tivessem consciência de que tais indivíduos tinham sangue judaico), para além de atuarem como símbolos de proteção contra as forças do mal.

Finalmente, refira-se ainda a Ponte do Candal que atravessa o Rio Coja, em Coruche, ponte de origem medieval, talvez anterior à fundação da nacionalidade, e que apesar da simplicidade da estrutura, se oferece como exemplo da engenharia medieval.

Caracterização do Concelho

 

O concelho de Aguiar da Beira é, para quem não conhece este pequeno paraíso, um local aprazível onde o contacto com o meio natural é privilegiado. A quietude da sua envolvência convida todos os visitantes, a partilhar as maravilhas das águas e as da natureza, sem esquecer o contacto com a cultura e as tradições do povo que o habita. Concelho da Beira Interior dista 40 km de Viseu e 70 Km da Guarda sua capital de distrito. É constituído por 10 freguesias (3 delas Uniões de Freguesias), abrangendo uma área de 203,68 Km ², com uma população total de 5.521 habitantes (Censos 2011).

As importantes ocupações humanas que remontam a épocas pré-históricas deixaram um legado construído, que permite uma viagem através da evolução histórica da forma de viver e da cultura de um povo. Fazem parte deste quadro o Dólmen de Carapito do Neolítico (monumento nacional); os sarcófagos e as sepulturas antropomórficas; os castros, aglomerados do Calcolítico, como são os casos do Castro de São Pedro dos Matos, Castro de Carapito e Castro das Abelhas.

Os pelourinhos, símbolos do poder, são sempre elementos de interesse histórico, existindo no concelho três: o de Carapito, o de Penaverde e o de Aguiar da Beira, este ultimo inserido na trilogia monumental da vila, constituída por Pelourinho, Torre do Relógio e Fonte Ameada, todos considerados monumentos nacionais.

Existem também várias igrejas e capelas que, pela sua beleza ou originalidade, merecem ser visitadas e conhecidas, como é o caso da Capela da Senhora dos Verdes em Forninhos ou a Capela do Senhor do Castelinho em Ancinho no Eirado.

Predominantemente rural é na agricultura e atividades complementares que a maior parte dos agregados familiares encontram o seu sustento.

O queijo da serra, a maçã das terras altas, a castanha e a batata são as culturas com mais tradição. A elas se junta a criação de animais, nomeadamente em aviários, pocilgas e vacarias.

No aspeto económico salienta-se a existência de algumas indústrias transformadoras, nomeadamente as respeitantes aos laticínios e madeiras, que a par de um comércio diversificado e em franco desenvolvimento vai contribuindo para que as pessoas se fixem nesta região do interior.

Atendendo a potencialidades únicas, o setor do turismo poderá trazer mais riqueza e qualidade de vida para o concelho, onde, num futuro bem próximo, se poderá incluir o Complexo Turístico das Caldas da Cavaca como pólo de desenvolvimento dentro de uma região que mais do que visitar é necessário conhecer.

Freguesia de Valverde

Presidente

Fernando de Lemos

966 441 360

Valverde

A Freguesia de Valverde tem como anexa o Barracão. Com uma área de 6,9 km2 e 203 habitantes é a mais pequena freguesia do concelho, 13º em área e a menos populosa.

Localizada no centro do concelho, a cerca de 7 km da sede concelhia, a Freguesia de Valverde está limitada pelas freguesias de Aguiar da Beira a Norte, Souto de Aguiar da Beira a Nordeste, Eirado a Leste, Cortiçada a Sudoeste e Coruche a Oeste.

As actividades económicas que predominam nesta freguesia são: agricultura; produção animal; silvicultura; restauração; industrias alimentares; lacticínios; acção social; comércio; outras actividades e serviços.

Como património, esta freguesia tem a Igreja Matriz, capelas, fonte romana, cruzeiros, alminhas, ruínas da casa brasonada “A Mona”, sepulturas escavadas na rocha e marcas cruciformes em ombreiras de porta.

AOS MUNÍCIPES

VISITE AGUIAR DA BEIRA

 

    

NOTICIAS

CONTACTOS

Morada:

Av. Liberdade n.º 21,

3570-018 Aguiar da Beira

Telf: +351 232 689 100

Horário de Atendimento:

09h00 - 16h00